5 maneiras de incentivar o pensamento matemático profundo

Você pode adaptar o currículo existente para criar tarefas enriquecedoras que estimulem o raciocínio e desenvolvam as habilidades de resolução de problemas dos alunos.

por Jo Boaler, do Edutopia

1/21/20263 min read

Os professores desempenham o papel mais importante em qualquer situação de aprendizagem, e estudos têm demonstrado que investir na formação contínua dos professores é mais importante do que investir em novos currículos, livros ou qualquer outra coisa. Os melhores resultados de aprendizagem acontecem quando os professores têm autonomia para escolher, adaptar e introduzir novas tarefas.

Mas o que você deve procurar ao escolher as tarefas? E como adaptá-las para atender aos interesses e necessidades dos alunos da sua turma? Muitos professores de matemática são orientados a usar livros didáticos repletos de perguntas curtas e específicas que não despertam o interesse dos alunos nem criam oportunidades para o pensamento crítico e profundo.

No livro, Matemática Simplificada: Encontrando Criatividade, Diversidade e Significado na Matemática, a autora defende que se vá além da matemática restrita que tem afastado os alunos por gerações, e que se enriqueça com tarefas estimulantes que incentivem o raciocínio e a resolução de problemas. Embora essa abordagem da matemática possa ser bastante beneficiada por um bom currículo ou livro didático, os professores podem criar uma experiência matemática muito melhor adaptando sua abordagem aos materiais que lhes são fornecidos.

Ao realizar este trabalho, a autora baseou-se em um conjunto de cinco princípios elencados a seguir.

5 maneiras de criar experiências matemáticas impactantes

1. Antes de um aluno responder a uma pergunta, pergunte: "Qual é o seu número aproximado?". Educadores valorizam a estimativa há anos, mas ela geralmente é ensinada como um método no ensino fundamental, e os alunos muitas vezes detestam fazer estimativas. Mas quando perguntamos a eles: "Qual é o seu número aproximado?", algo diferente acontece: os alunos pensam de forma mais conceitual e gostam de pensar "aproximadamente". Este vídeo em sala de aula mostra a abordagem em ação.

2. Torne válidas várias respostas possíveis em vez de apenas uma: Inverta a pergunta de forma simples. Em vez de pedir aos alunos que encontrem a área de um retângulo de 8 x 3, pergunte-lhes: "Quantos retângulos podem ser formados com uma área de 24?" Essa pergunta leva os alunos a considerar a relação entre comprimento e largura e a pensar visualmente.

3. Mude o que você pede aos alunos: Os livros didáticos estão repletos de perguntas que pedem aos alunos para "preencher a resposta", "resolver a multiplicação" ou "completar a divisão". Essas perguntas usam verbos no imperativo, dizendo aos alunos o que fazer. O raciocínio é a essência da matemática, mas perguntas como essas não exigem raciocínio e sugerem que ele não é importante. É fácil mudar o que você pede aos alunos usando verbos de ação em suas perguntas.

4. Faça a pergunta antes de ensinar um método: Peça aos alunos que usem a intuição para pensar sobre um problema antes de mostrar como resolvê-lo. Por exemplo, pedir aos alunos que encontrem a área máxima de uma cerca feita de 36 cercas menores dará a eles a oportunidade de usar trigonometria. Muitos professores mostrariam os métodos trigonométricos aos alunos e depois dariam o problema. Em vez disso, você pode pedir aos alunos que explorem o problema e usem a intuição. Eles podem desenhar o problema, talvez construindo a cerca com palitos de dente ou pensando em outros métodos para resolvê-lo.

5. Pergunte menos e obtenha mais: Se você se deparar com uma série de perguntas curtas e específicas de um livro didático, escolha uma ou duas delas e aprofunde-as da maneira sugerida acima. Peça aos alunos que trabalhem em grupos, raciocinando e visualizando a solução dos problemas.

Matéria completa no link: https://www.edutopia.org/article/creating-rich-math-tasks